Não chego a entender bem o prenúncio da pauta, porém me permito enveredar pelo labirinto da vida que me permite no agora um encontro favorável com o que desejo.
Com poucas pretensões revelo o intento de deixar claro alguns fatos que se dissolveram pelo dia, a preguiça tomando conta, os olhos incontidos de desgosto porque queriam permanecer fechados, e a nostalgia patética que por vezes nos é inerente. Com fragmentos de dor, com detalhes de sono, encarei o começo, um anuncio de que ali se colocava uma narrativa de abuso que me seguiria durante um tempo, mas como penso que o tempo e sua fugacidade se dá por vezes em demasia, desejei ainda que por um curto espaço de tempo expressar um sorriso, meio pálido, mas que remetia verdade, que remetia um animo que perpassava a intenção de acontecer.
E na inocência do céu, me deixei conduzir por uma alegria qualquer, que trazia veracidade a minha fala, que me constrangia com sua simplicidade, e definitivamente colocava minha auto repulsa em um patamar de desigualdade. Acho bonito esses fragmentos humanos, que nos encontram, sem objetivo, e acabam rebuscando dentro de nós, o desejo de ser gente, de pronunciar as palavras raras que parecem está perdidas nas entrelinhas, de olhar com dignidade, e resguardar o mau humor típico para uma situação onde lhe caiba.
E agora a noite avança, e num intermédio de necessidade, descanso minha confusão nas palavras permito que aliviem o peso dessa existência, que por ser breve, anseia pelos significados de cada momento, de cada dia ter a verdade pra se orientar, absorver o oculto e deixar que ele se revela nos instantes mórbidos de tristeza, e sem pressa ser levada. E as vezes com dor, ser feliz.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
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A noite está para poesia...
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