Hoje não questiono nada, tenho apenas a face voltada para a curiosidade, só o desejo incontido de ver o bom, de olhar por aí e saber que fragmentos de bondade estão sendo disseminados, e que esse ar de dor que ofusca as pessoas não é a única coisa que elas carregam.
Penso que falta em nós uma visão ampliada, um olhar remetido com verdade, ela a verdade que considero uma arte, e a poeta já alertava, ‘’ a arte mais desenvolvida do nosso tempo é a mentira’’ fico triste de saber que isso é verídico, por isso que o esforço deve ser feito de liberar verdade, de não regredir, mas prosseguir, com a ética que aprendemos dos nossos taciturnos, com a clareza dessa geração de nascituros, a alma do mundo precisa ser limpa, e essa limpeza parte de uma purificação individual de cada sujeito que compõe esse espaço, é uma obrigação de amor.
Deixo espaço nesse post, para comentar sobre uma escritora que conheci, o nome dela é Bruna Rodrigues, carrega nas suas palavras vida, escreve sutilmente, mas gera força nos seus leitores, encontrar as palavras dela, foi pra mim certeza que existe uma juventude artística, que valoriza o verbo, e que o conjuga sempre nos três tempos, indicando sempre um modo novo, para a morfologia da vida.
Bruna Mayara
''E não há conclusão, a vírgula é a seqüência, o horizonte é ininterrupto para quem consegue enxergar.''
