quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma obrigação de amor.


Hoje não questiono nada, tenho apenas a face voltada para a curiosidade, só o desejo incontido de ver o bom, de olhar por aí e saber que fragmentos de bondade estão sendo disseminados, e que esse ar de dor que ofusca as pessoas não é a única coisa que elas carregam.

Penso que falta em nós uma visão ampliada, um olhar remetido com verdade, ela a verdade que considero uma arte, e a poeta já alertava, ‘’ a arte mais desenvolvida do nosso tempo é a mentira’’ fico triste de saber que isso é verídico, por isso que o esforço deve ser feito de liberar verdade, de não regredir, mas prosseguir, com a ética que aprendemos dos nossos taciturnos, com a clareza dessa geração de nascituros, a alma do mundo precisa ser limpa, e essa limpeza parte de uma purificação individual de cada sujeito que compõe esse espaço, é uma obrigação de amor.

Deixo espaço nesse post, para comentar sobre uma escritora que conheci, o nome dela é Bruna Rodrigues, carrega nas suas palavras vida, escreve sutilmente, mas gera força nos seus leitores, encontrar as palavras dela, foi pra mim certeza que existe uma juventude artística, que valoriza o verbo, e que o conjuga sempre nos três tempos, indicando sempre um modo novo, para a morfologia da vida.

Bruna Mayara


''E não há conclusão, a vírgula é a seqüência, o horizonte é ininterrupto para quem consegue enxergar.''

Bruna Rodrigues

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Estagnação

Não deveria parar mais preciso dessa estagnação momentânea pra que a palavra de movimento ao que sinto.

As coisas são indiretas, são anônimas, até o ponto em que se percebe um fio de vida que tem um jeito compatível com as suas ideais, com a sua paixão.

Distantes estão, nem sempre o perto remete a certeza de aproximação, penso que o longe é uma forma de sermos mais subjetivos, já que nossos afetos estão caindo no mito da objetividade, o fato que não me chama atenção hoje, é esse jeito ambicioso que as pessoas se relacionam, cheios de pretensões, e nenhuma que beneficie o outro, o si é território protegido, o outro banalizado esquecido.

O fato é que o futuro é cheio de certezas indecisas, que provocam em nós o desejo de abraçar causas concretas, para não corremos o risco de barra com uma conseqüência inconseqüente no futuro.