Nos instante em que movimento minha fala, distraio meus pensamentos rasos, e me aprofundo nas palavras fortes que dão revelação a pauta esquecida nos meus passos ociosos. É que hoje o dia foi assim, vago... Remetido num profundo ócio, e mesmo assim tenho um instante de consciência que me leva a entender que, mesmo inerte tive alguns passos de movimento.
O que pretendo é encontrar o sentido de cada hora, é romper com meu fajuto orgulho, que me faz irascível... Quantas vezes me pego dizendo que não quero ver, porém meus olhos não desviam o olhar da porta esperando a chegada do ser ausente, que ainda faz presença em todo o tempo. Logo digo que minha inquietação é apascentada no sopro vital, e parece que eu me esqueço de tanta coisa, esqueço da vida, esqueço do mundo, ainda ciente de estar nele, estampo na face esse enigma, talvez tudo fruto desse meu interesse pelos avessos, pelos contrários, pelos sórdidos (deixando claro que não quero me deter as sujeiras de tal), entretanto me apavoro, com essa demasia de moralidade, com essas censuras do frágil, do feio, do triste, afinal de contas qual instância os difere dos outros indivíduos? Que anuncio de caráter contrário se levanta contra eles? Pretendo ainda entender. Ou não. Por isso ouso, transcender a superfície desses.
Entendo que vale apena fazer concreto nossos sentimentos, sem perpassar nossos limites, compreendendo o necessário, o exigido e o deixado no ar, e o esquecido também, sem deletar dos nossos estudos o que repudiamos, porque o repudiado tem poder de humanizar, tem poder de construir, na precariedade dos outros, encontramos uma fonte de crescimento para nós.
E nessa velocidade sigo por aqui, por lá, vendo o que não percebo dizendo o que pretendo saber, me distraindo com os hipócritas, ao tempo que os critico agrego o jeito brasileiro de rir das tragédias, eu paro por aqui, esta maneira de ser, mas, de relacionar o indizível, com o costumeiro, fazendo a palavra força que me dá sentido.
Bruna Mayara
domingo, 27 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Perscrutando o oculto...
Não chego a entender bem o prenúncio da pauta, porém me permito enveredar pelo labirinto da vida que me permite no agora um encontro favorável com o que desejo.
Com poucas pretensões revelo o intento de deixar claro alguns fatos que se dissolveram pelo dia, a preguiça tomando conta, os olhos incontidos de desgosto porque queriam permanecer fechados, e a nostalgia patética que por vezes nos é inerente. Com fragmentos de dor, com detalhes de sono, encarei o começo, um anuncio de que ali se colocava uma narrativa de abuso que me seguiria durante um tempo, mas como penso que o tempo e sua fugacidade se dá por vezes em demasia, desejei ainda que por um curto espaço de tempo expressar um sorriso, meio pálido, mas que remetia verdade, que remetia um animo que perpassava a intenção de acontecer.
E na inocência do céu, me deixei conduzir por uma alegria qualquer, que trazia veracidade a minha fala, que me constrangia com sua simplicidade, e definitivamente colocava minha auto repulsa em um patamar de desigualdade. Acho bonito esses fragmentos humanos, que nos encontram, sem objetivo, e acabam rebuscando dentro de nós, o desejo de ser gente, de pronunciar as palavras raras que parecem está perdidas nas entrelinhas, de olhar com dignidade, e resguardar o mau humor típico para uma situação onde lhe caiba.
E agora a noite avança, e num intermédio de necessidade, descanso minha confusão nas palavras permito que aliviem o peso dessa existência, que por ser breve, anseia pelos significados de cada momento, de cada dia ter a verdade pra se orientar, absorver o oculto e deixar que ele se revela nos instantes mórbidos de tristeza, e sem pressa ser levada. E as vezes com dor, ser feliz.
Com poucas pretensões revelo o intento de deixar claro alguns fatos que se dissolveram pelo dia, a preguiça tomando conta, os olhos incontidos de desgosto porque queriam permanecer fechados, e a nostalgia patética que por vezes nos é inerente. Com fragmentos de dor, com detalhes de sono, encarei o começo, um anuncio de que ali se colocava uma narrativa de abuso que me seguiria durante um tempo, mas como penso que o tempo e sua fugacidade se dá por vezes em demasia, desejei ainda que por um curto espaço de tempo expressar um sorriso, meio pálido, mas que remetia verdade, que remetia um animo que perpassava a intenção de acontecer.
E na inocência do céu, me deixei conduzir por uma alegria qualquer, que trazia veracidade a minha fala, que me constrangia com sua simplicidade, e definitivamente colocava minha auto repulsa em um patamar de desigualdade. Acho bonito esses fragmentos humanos, que nos encontram, sem objetivo, e acabam rebuscando dentro de nós, o desejo de ser gente, de pronunciar as palavras raras que parecem está perdidas nas entrelinhas, de olhar com dignidade, e resguardar o mau humor típico para uma situação onde lhe caiba.
E agora a noite avança, e num intermédio de necessidade, descanso minha confusão nas palavras permito que aliviem o peso dessa existência, que por ser breve, anseia pelos significados de cada momento, de cada dia ter a verdade pra se orientar, absorver o oculto e deixar que ele se revela nos instantes mórbidos de tristeza, e sem pressa ser levada. E as vezes com dor, ser feliz.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Voce marcou na minha vida.
A gente percebe aos poucos que a vida tem seus abismos, mas que eles às vezes nos são presentes apenas pelo fato do crescimento.
Aqui nesse espaço que me é concedido, promulgo as palavras de dor e saudade que ainda perpassam por tantos abismos que você deixou em mim. O sofrimento passou por mim, figurado na morte, nessa condição que é inerente a todos, mas que parece que quando passa pela gente deixa um caos que revela um desatino e não sabemos fazer muita coisa, ele passou pela minha porta e faço questão de revelar o ensinamento que ele me deixou, porque é assim o sofrimento bate, mas, sempre nos deixa algo.
Passei a contar a distancia que hoje nos separa meu Pai, tua ida pra mim ainda revela indignação, pra mim foi tudo tão cedo, lembro-me que quando estava ao lado de teu caixão diante de tua imobilidade comecei a balbuciar no silêncio as palavras que gostaria de dizer enquanto estavas vivo, falei que havia crescido muito, que aprendera a gostar das palavras, que sabia falar bonito, que meu coração tinha ganhado profundo sentido pela entrada definitiva de Deus na minha história, falei do desejo imenso de que tu me viste na universidade, falei que cuidaria de Fernanda que colocaria sim ela pra estudar, que se um dia eu casasse olharia pra os meus filhos e com orgulho falaria de ti para eles, teus netos, eles teriam grande orgulho de ti, enfim disse tanto, que as minhas lágrimas não paravam de cair, pra mim era tudo escuro, tu no outro dia já não estaria, mas a me olhar, a perguntar pra onde eu iria, já não, mas reclamaria das minhas besteiras da minha preguiça. Lembro que pude entrar no teu quarto, ver tuas coisas, tua organização, perceber tua fé, e chorar, pelo teu cheiro perpassar meus sentidos pela última vez. Ficou em mim esse aprendizado de ser gente que tu me destes a oportunidade de aprender, de nunca desistir, e mesmo com teu orgulho e tua teimosia, me ensinastes o oficio da simplicidade, Vou guardar as vertentes de tua imagem em mim, de quando chegavas arrumado do trabalho, e que eu pegava tua caneta para aprender a escrever teu nome, ou quando ia pra tua casa e te olhava com uma colher de pedreiro aprendendo a fazer tuas coisas, em qualquer oficio me orgulhastes meu Pai.
E o que posso te dizer que uma semana após tua partida, as coisas começam a andar no vamente, minha vida volta à pressa, Nenza continua esquecida como sempre, hoje perdeu a chave de casa, teus netos estão por lá, tuas noras, teus filhos, e a saudade perpassando a vida de todos.
Continuo por aqui com o silêncio de tua morte, mas com o alarde de teus ensinamentos tocando meus sentidos, com a verdade de teu olhar, com o brilho de teu sorriso, aprendendo a da, mas valor a quem está do meu lado, já não espero, mas que ninguém morra pra que eu diga o quanto foi especial e importante na minha vida, vou olhando cada dia da melhor maneira, sofrendo, mas seguindo, pois é assim que tu gostarias de me ver, eu sei. E por fim meu pai te dizer que te amei com minha vida, e que enquanto eu respirar me lembrarei de ti, e promulgarei o que me ensinastes nos gestos que se seguirem em minha vida.
È assim não tem sofrimento que não passe por nós sem que nos deixe algum ensinamento...
‘’ To de alma limpa com você por perto sou mais longe ainda''
Aqui nesse espaço que me é concedido, promulgo as palavras de dor e saudade que ainda perpassam por tantos abismos que você deixou em mim. O sofrimento passou por mim, figurado na morte, nessa condição que é inerente a todos, mas que parece que quando passa pela gente deixa um caos que revela um desatino e não sabemos fazer muita coisa, ele passou pela minha porta e faço questão de revelar o ensinamento que ele me deixou, porque é assim o sofrimento bate, mas, sempre nos deixa algo.
Passei a contar a distancia que hoje nos separa meu Pai, tua ida pra mim ainda revela indignação, pra mim foi tudo tão cedo, lembro-me que quando estava ao lado de teu caixão diante de tua imobilidade comecei a balbuciar no silêncio as palavras que gostaria de dizer enquanto estavas vivo, falei que havia crescido muito, que aprendera a gostar das palavras, que sabia falar bonito, que meu coração tinha ganhado profundo sentido pela entrada definitiva de Deus na minha história, falei do desejo imenso de que tu me viste na universidade, falei que cuidaria de Fernanda que colocaria sim ela pra estudar, que se um dia eu casasse olharia pra os meus filhos e com orgulho falaria de ti para eles, teus netos, eles teriam grande orgulho de ti, enfim disse tanto, que as minhas lágrimas não paravam de cair, pra mim era tudo escuro, tu no outro dia já não estaria, mas a me olhar, a perguntar pra onde eu iria, já não, mas reclamaria das minhas besteiras da minha preguiça. Lembro que pude entrar no teu quarto, ver tuas coisas, tua organização, perceber tua fé, e chorar, pelo teu cheiro perpassar meus sentidos pela última vez. Ficou em mim esse aprendizado de ser gente que tu me destes a oportunidade de aprender, de nunca desistir, e mesmo com teu orgulho e tua teimosia, me ensinastes o oficio da simplicidade, Vou guardar as vertentes de tua imagem em mim, de quando chegavas arrumado do trabalho, e que eu pegava tua caneta para aprender a escrever teu nome, ou quando ia pra tua casa e te olhava com uma colher de pedreiro aprendendo a fazer tuas coisas, em qualquer oficio me orgulhastes meu Pai.
E o que posso te dizer que uma semana após tua partida, as coisas começam a andar no vamente, minha vida volta à pressa, Nenza continua esquecida como sempre, hoje perdeu a chave de casa, teus netos estão por lá, tuas noras, teus filhos, e a saudade perpassando a vida de todos.
Continuo por aqui com o silêncio de tua morte, mas com o alarde de teus ensinamentos tocando meus sentidos, com a verdade de teu olhar, com o brilho de teu sorriso, aprendendo a da, mas valor a quem está do meu lado, já não espero, mas que ninguém morra pra que eu diga o quanto foi especial e importante na minha vida, vou olhando cada dia da melhor maneira, sofrendo, mas seguindo, pois é assim que tu gostarias de me ver, eu sei. E por fim meu pai te dizer que te amei com minha vida, e que enquanto eu respirar me lembrarei de ti, e promulgarei o que me ensinastes nos gestos que se seguirem em minha vida.
È assim não tem sofrimento que não passe por nós sem que nos deixe algum ensinamento...
‘’ To de alma limpa com você por perto sou mais longe ainda''
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Por fim...
Eu espero sinceramente não desperdiça nada na minha vida, e mesmo que às vezes de maneira tão hermética ir dando sentido ao caos da vida. Precisando hoje de tanta coisa, quem sabe pular no vagão de um trem me esconder lá naquele escuro me infundir naquele barulho e nessa contradição encontrar a paz que tanto preciso por hoje. Decidie fugir de todos, ficar só por alguns instantes, as vozes me fazem rir, me fazem dizer besteira, me fazem ter essência, mas o que precisava hoje não era disso, é só do silêncio frio de alguém que nem conheço, era só dos olhares desconhecidos onde não preciso dar satisfação de nada, apenas sentar no meu canto e escrever o que desejar, e ser, apenas promulgar o gesto que me dá significação, e de passos largos sair daqui, entrar em um ônibus qualquer, e seguir o itinerário que me seja condizente, que me leve ao meu canto, aos meus grandes amigos, e ai mas uma vez não desejo ser muito, não desejo desperdiçar nada, mas abraçar, mas abrigar o que pode me preencher e me deixar livre desse breve sentimento de saturação que as vezes povoa.E no céu hoje contemplar o que tiver , seja uma estrela, seja a lua brevemente na minha janela, seja o cinza da noite que esconde os sonhos, qualquer coisa,porque hoje não quero desperdiçar nada, e no canto de melodia daquela mulher recitar meu tormento, e no olhar profundo e confuso do céu, acalmar meu pranto,no riso avesso que hoje é minha face.
''Eu amava como amava um sonhador sem saber porquê que amava ter no coração a certeza ventilada de poesia de que o dia, amanhece não...''
Por fim...
''Eu amava como amava um sonhador sem saber porquê que amava ter no coração a certeza ventilada de poesia de que o dia, amanhece não...''
Por fim...
Ausência...
Se der tempo.
É pai você já não vive, mas a fugacidade dos dias, eu, porém vivo, continuo por aqui na dor de ver teu canto, mas que pena você já não, mas o pode ocupar, de olhar tuas roupas e enxergar que já não poderás, mas vestir-las.
Vivo as restrições do tempo, tenho que correr minha vida ta apressada demais, por essa semana parei, meu corpo sofreu junto com a alma, tua perda imobilizou minhas forças, e ainda me pego chorando lembrando-me de ti, lembrando de teu riso, de tua chatice, e me vejo às vezes fazendo teus gestos, bagunçando com seu ciço, como agente sempre fazia, continuo Pai por que é preciso, lembro de tua força, lembro de tua superação, homen que aprendi a amar com toda dedicação do meu coração.
Hoje tua ausência me remete a dor suave, e o que fica nessas breves palavras, são apenas saudades de ti...Se der tempo.
''Eu corro, fujo dessa sombra...
nem sei porque você se foi...Tantas saudades eu senti!E de tristeza vou vivendo aquele adeus não pude dar...
É pai você já não vive, mas a fugacidade dos dias, eu, porém vivo, continuo por aqui na dor de ver teu canto, mas que pena você já não, mas o pode ocupar, de olhar tuas roupas e enxergar que já não poderás, mas vestir-las.
Vivo as restrições do tempo, tenho que correr minha vida ta apressada demais, por essa semana parei, meu corpo sofreu junto com a alma, tua perda imobilizou minhas forças, e ainda me pego chorando lembrando-me de ti, lembrando de teu riso, de tua chatice, e me vejo às vezes fazendo teus gestos, bagunçando com seu ciço, como agente sempre fazia, continuo Pai por que é preciso, lembro de tua força, lembro de tua superação, homen que aprendi a amar com toda dedicação do meu coração.
Hoje tua ausência me remete a dor suave, e o que fica nessas breves palavras, são apenas saudades de ti...Se der tempo.
''Eu corro, fujo dessa sombra...
nem sei porque você se foi...Tantas saudades eu senti!E de tristeza vou vivendo aquele adeus não pude dar...
Apenas uma lembrança de voce...
Fuçando teu blog agora encontro a pauta do meu, não sei por que tua palavra ainda tem um poder tão sublime de me ferir, ao tempo que extrai de mim um contentamento por saber que nunca deixastes de sentir mesmo estando ao meu lado, que eu não fui capaz de ofuscar na tua vida teus sonhos, tuas realidades, que mesmo nos nossos loucos devaneios, fomos capazes de compreender o sentido de cada caminho.
E hoje é fácil de ver a decisão, o que trouxe, o que nos trouxe alias, até mesmo porque não a dor que não passe pela tua vida sem que visite a minha também, não tem sofrimento que te traga vertigem, te vejo sempre nesse equilíbrio que por vezes vejo ser forçado, por vezes vejo tão natural pelo teu olhar, parece ser instinto, mas também lamento tantas faces que me traz às vezes uma só linhagem de pensamento sobre ti, o de que por, mas que te conheça, mas és uma desconhecida que eu me encanto a cada detalhe, que eu perscruto os detalhes esquecidos e busco entender, me virando pra não ser crispada por dor, me virando por aqui pra continuar sendo o preciso, a ausente que nunca deixou de ser presente, que sempre espera tua volta com um abraço amigo, de quem sabe que amor perpassa a certeza que o fim não é seu sinônimo.
Ando por aqui, me surpreendendo com tuas posições, me orgulhando de teus passos, tendo raiva de tuas burrices, tendo dor com teu sofrimento, vou lendo o que posso, vou escutando o novo, lembrando de tantas melodias velhas que dão fundamento a busca.
‘’Tudo passa e eu ainda ando pensando em vocêTudo passa e eu ainda ando pensando em vocêA idade aponta na falha dos cabelosOutro mês aponta na folha do calendárioAs senhoras vão trocando o vestuárioAs meninas viram a página do diárioO tempo faz tudo valer a penaE nem o erro é desperdícioTudo cresce e o inícioDeixa de ser inícioE vai chegando ao meioAí começo a pensar que nada tem fim...’’
E hoje é fácil de ver a decisão, o que trouxe, o que nos trouxe alias, até mesmo porque não a dor que não passe pela tua vida sem que visite a minha também, não tem sofrimento que te traga vertigem, te vejo sempre nesse equilíbrio que por vezes vejo ser forçado, por vezes vejo tão natural pelo teu olhar, parece ser instinto, mas também lamento tantas faces que me traz às vezes uma só linhagem de pensamento sobre ti, o de que por, mas que te conheça, mas és uma desconhecida que eu me encanto a cada detalhe, que eu perscruto os detalhes esquecidos e busco entender, me virando pra não ser crispada por dor, me virando por aqui pra continuar sendo o preciso, a ausente que nunca deixou de ser presente, que sempre espera tua volta com um abraço amigo, de quem sabe que amor perpassa a certeza que o fim não é seu sinônimo.
Ando por aqui, me surpreendendo com tuas posições, me orgulhando de teus passos, tendo raiva de tuas burrices, tendo dor com teu sofrimento, vou lendo o que posso, vou escutando o novo, lembrando de tantas melodias velhas que dão fundamento a busca.
‘’Tudo passa e eu ainda ando pensando em vocêTudo passa e eu ainda ando pensando em vocêA idade aponta na falha dos cabelosOutro mês aponta na folha do calendárioAs senhoras vão trocando o vestuárioAs meninas viram a página do diárioO tempo faz tudo valer a penaE nem o erro é desperdícioTudo cresce e o inícioDeixa de ser inícioE vai chegando ao meioAí começo a pensar que nada tem fim...’’
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Nessa terra de gigantes

‘’Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas’’...
(Drummond)
Relato agora a vertente de um breve acontecimento que hoje passou pela minha porta.
Alguém chama. -Em passos curtos vou abrir a porta, quando abro, encaro uma cena que pela nomarlidade de alguns já se tornou comum se ver. Uma mulher crespa, de cor sofrida, olhos desesperados, envergonhados, mas decididos e ao seu lado um pequeno que carregava nas mãos um carrinho desfigurado assim como estava a sua vida. Então ela me pediu uma ajuda, mas o que me tocou naquela mulher foi que no instante de promulgar a frase, ela estendeu a Mao e baixou a cabeça aquele era um sinal de que naquela vida faltava muito mais que um alimento, faltava a segurança de continuar a viver, e poder estabelecer o crescimento daquele pequeno. Então entrei juntei algumas laranjas, peguei uns alimentos e voltei para dar a ela, entretanto ela continuara ali com aquele misto de esperança e desespero, então entreguei e ela guardou e disse com voz tão humana; - Obrigado moça, tomou minha Mao e apertou, e logo após foi embora com seu pequeno. Naquele momento em que fechei o portão me veio a frase do poeta, ‘’- Vamos de mãos dadas’’, aquela mulher na instância de seu desespero, clamava muito mais que uma materialidade, as laranjas representavam a continuação da segurança de alimento do seu pequeno, mas as minhas mãos juntas a dela representava o alento para o seu desespero, o gesto, mas uma vez, não coube nele mesmo, ali meu coração a dizia silenciosamente que tinha alguém que se importava com ela e que não acha nada normal, ver alguém passando fome, e que mesmo que nunca, mas a visse continuaria a dar as mãos a ela porque o gesto perpassou a restrição do tempo, e aquela mulher me trouxe um retrato dos paradigmas que vivemos a inumana situação que os próprios humanos inserem a vida do outro, ridicularizam a face de muitos, enquanto agregam a si uma posição medíocre de heróis.
Mas hoje, Deus bate a minha porta, irrompe na minha vida a capacidade de dar-se além a um desconhecido a segurança de uma vida. O portão foi fechado mas as mãos continuam dadas e eu continuei o meu presente caminho, com a certeza de que o momento é breve mas o ensinamento é constante.
‘’Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes’’
(Drummond)
Relato agora a vertente de um breve acontecimento que hoje passou pela minha porta.
Alguém chama. -Em passos curtos vou abrir a porta, quando abro, encaro uma cena que pela nomarlidade de alguns já se tornou comum se ver. Uma mulher crespa, de cor sofrida, olhos desesperados, envergonhados, mas decididos e ao seu lado um pequeno que carregava nas mãos um carrinho desfigurado assim como estava a sua vida. Então ela me pediu uma ajuda, mas o que me tocou naquela mulher foi que no instante de promulgar a frase, ela estendeu a Mao e baixou a cabeça aquele era um sinal de que naquela vida faltava muito mais que um alimento, faltava a segurança de continuar a viver, e poder estabelecer o crescimento daquele pequeno. Então entrei juntei algumas laranjas, peguei uns alimentos e voltei para dar a ela, entretanto ela continuara ali com aquele misto de esperança e desespero, então entreguei e ela guardou e disse com voz tão humana; - Obrigado moça, tomou minha Mao e apertou, e logo após foi embora com seu pequeno. Naquele momento em que fechei o portão me veio a frase do poeta, ‘’- Vamos de mãos dadas’’, aquela mulher na instância de seu desespero, clamava muito mais que uma materialidade, as laranjas representavam a continuação da segurança de alimento do seu pequeno, mas as minhas mãos juntas a dela representava o alento para o seu desespero, o gesto, mas uma vez, não coube nele mesmo, ali meu coração a dizia silenciosamente que tinha alguém que se importava com ela e que não acha nada normal, ver alguém passando fome, e que mesmo que nunca, mas a visse continuaria a dar as mãos a ela porque o gesto perpassou a restrição do tempo, e aquela mulher me trouxe um retrato dos paradigmas que vivemos a inumana situação que os próprios humanos inserem a vida do outro, ridicularizam a face de muitos, enquanto agregam a si uma posição medíocre de heróis.
Mas hoje, Deus bate a minha porta, irrompe na minha vida a capacidade de dar-se além a um desconhecido a segurança de uma vida. O portão foi fechado mas as mãos continuam dadas e eu continuei o meu presente caminho, com a certeza de que o momento é breve mas o ensinamento é constante.
‘’Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes’’
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