
‘’Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas’’...
(Drummond)
Relato agora a vertente de um breve acontecimento que hoje passou pela minha porta.
Alguém chama. -Em passos curtos vou abrir a porta, quando abro, encaro uma cena que pela nomarlidade de alguns já se tornou comum se ver. Uma mulher crespa, de cor sofrida, olhos desesperados, envergonhados, mas decididos e ao seu lado um pequeno que carregava nas mãos um carrinho desfigurado assim como estava a sua vida. Então ela me pediu uma ajuda, mas o que me tocou naquela mulher foi que no instante de promulgar a frase, ela estendeu a Mao e baixou a cabeça aquele era um sinal de que naquela vida faltava muito mais que um alimento, faltava a segurança de continuar a viver, e poder estabelecer o crescimento daquele pequeno. Então entrei juntei algumas laranjas, peguei uns alimentos e voltei para dar a ela, entretanto ela continuara ali com aquele misto de esperança e desespero, então entreguei e ela guardou e disse com voz tão humana; - Obrigado moça, tomou minha Mao e apertou, e logo após foi embora com seu pequeno. Naquele momento em que fechei o portão me veio a frase do poeta, ‘’- Vamos de mãos dadas’’, aquela mulher na instância de seu desespero, clamava muito mais que uma materialidade, as laranjas representavam a continuação da segurança de alimento do seu pequeno, mas as minhas mãos juntas a dela representava o alento para o seu desespero, o gesto, mas uma vez, não coube nele mesmo, ali meu coração a dizia silenciosamente que tinha alguém que se importava com ela e que não acha nada normal, ver alguém passando fome, e que mesmo que nunca, mas a visse continuaria a dar as mãos a ela porque o gesto perpassou a restrição do tempo, e aquela mulher me trouxe um retrato dos paradigmas que vivemos a inumana situação que os próprios humanos inserem a vida do outro, ridicularizam a face de muitos, enquanto agregam a si uma posição medíocre de heróis.
Mas hoje, Deus bate a minha porta, irrompe na minha vida a capacidade de dar-se além a um desconhecido a segurança de uma vida. O portão foi fechado mas as mãos continuam dadas e eu continuei o meu presente caminho, com a certeza de que o momento é breve mas o ensinamento é constante.
‘’Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes’’
(Drummond)
Relato agora a vertente de um breve acontecimento que hoje passou pela minha porta.
Alguém chama. -Em passos curtos vou abrir a porta, quando abro, encaro uma cena que pela nomarlidade de alguns já se tornou comum se ver. Uma mulher crespa, de cor sofrida, olhos desesperados, envergonhados, mas decididos e ao seu lado um pequeno que carregava nas mãos um carrinho desfigurado assim como estava a sua vida. Então ela me pediu uma ajuda, mas o que me tocou naquela mulher foi que no instante de promulgar a frase, ela estendeu a Mao e baixou a cabeça aquele era um sinal de que naquela vida faltava muito mais que um alimento, faltava a segurança de continuar a viver, e poder estabelecer o crescimento daquele pequeno. Então entrei juntei algumas laranjas, peguei uns alimentos e voltei para dar a ela, entretanto ela continuara ali com aquele misto de esperança e desespero, então entreguei e ela guardou e disse com voz tão humana; - Obrigado moça, tomou minha Mao e apertou, e logo após foi embora com seu pequeno. Naquele momento em que fechei o portão me veio a frase do poeta, ‘’- Vamos de mãos dadas’’, aquela mulher na instância de seu desespero, clamava muito mais que uma materialidade, as laranjas representavam a continuação da segurança de alimento do seu pequeno, mas as minhas mãos juntas a dela representava o alento para o seu desespero, o gesto, mas uma vez, não coube nele mesmo, ali meu coração a dizia silenciosamente que tinha alguém que se importava com ela e que não acha nada normal, ver alguém passando fome, e que mesmo que nunca, mas a visse continuaria a dar as mãos a ela porque o gesto perpassou a restrição do tempo, e aquela mulher me trouxe um retrato dos paradigmas que vivemos a inumana situação que os próprios humanos inserem a vida do outro, ridicularizam a face de muitos, enquanto agregam a si uma posição medíocre de heróis.
Mas hoje, Deus bate a minha porta, irrompe na minha vida a capacidade de dar-se além a um desconhecido a segurança de uma vida. O portão foi fechado mas as mãos continuam dadas e eu continuei o meu presente caminho, com a certeza de que o momento é breve mas o ensinamento é constante.
‘’Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes’’

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